Em entrevista ao Deu a Hora, Mario Castilho, Eduardo Zebral e Marco Veiga relembram a origem do projeto, falam sobre os desafios de empreender e celebram uma década de história com grandes atrações.
O que começou em um pequeno quintal, entre amigos, samba e encontros de fim de semana, ganhou espaço no Engenhão e conquistou o público da Zona Norte do Rio de Janeiro. Em novembro de 2026, o Pagode da Feira completa dez anos de trajetória, marcada pelo crescimento do projeto e pela presença de artistas conhecidos do samba e do pagode.
A história começou em 2016, na casa de Mario Castilho, em Piedade. A ideia era reunir amigos para ouvir samba e aproveitar o movimento da feira que acontecia na rua. O encontro cresceu, atraiu o público do bairro e precisou encontrar um novo endereço. Em dezembro daquele ano, o projeto chegou aos Armazéns do Engenhão, onde ampliou sua estrutura e passou a receber atrações musicais de maior alcance.

Hoje, o projeto é conhecido como Pagode da Feira. Em entrevista ao Deu a Hora, os sócios Mario Castilho, Eduardo Zebral e Marco Veiga falaram sobre a trajetória, a realização de sonhos e os planos para continuar movimentando a cena musical carioca.

Deu a Hora pergunta? Como é chegar aos dez anos e receber artistas como Léo Santana?
Os sócios respondem: Para os responsáveis pelo projeto, receber artistas de grande projeção representa a realização de um sonho construído ao longo dos anos. Na entrevista, um dos sócios destacou a importância das parcerias e do trabalho realizado para chegar a esse momento.
“É um sonho, né? Como qualquer produtor de evento tem esse sonho de realizar um evento grande. E, cara, graças a Deus, com uma parceria de bons momentos e bom trabalho que nós realizamos, conseguimos estar hoje com Léo Santana”, afirmou.
A fala resume uma mudança importante na trajetória do projeto: o que começou como uma reunião informal entre amigos passou a receber atrações de projeção nacional, ampliando o alcance do evento e sua presença na programação cultural da Zona Norte.
Deu a Hora pergunta: Qual é o segredo para continuar empreendendo durante dez anos?
Os sócios respondem: A resposta passa pela persistência, pelo trabalho e pela ligação com o samba e com o público.
“Começamos de baixo, num quintalzinho de dois metros. Hoje temos a maior roda de samba do Brasil. Também é nossa, é do povo, é do subúrbio”, declarou um dos entrevistados.
A fala destaca a relação que os responsáveis pelo Pagode da Feira procuram manter com suas origens. O projeto nasceu em Piedade e cresceu em uma região que tem forte tradição de samba, encontros populares e atividades culturais.
A história também mostra como iniciativas locais podem ganhar novas dimensões quando encontram público e estrutura para continuar crescendo. Ao longo dos primeiros anos, o Samba da Feira recebeu artistas como Diogo Nogueira, Xande de Pilares, Fundo de Quintal, Reinaldo e o grupo Molejo
Deu a Hora pergunta: O que o público pode esperar dos próximos meses?
Os sócios respondem: Durante a entrevista, um dos responsáveis antecipou a expectativa por novas atrações, citando Sorriso Maroto e Belo.
“Mês que vem, Sorriso Maroto, e em dezembro o Belo”, disse o entrevistado, ao comentar os planos para a programação.
Ele também usou a expressão “o Rei da Feira” ao se referir a Belo, indicando a expectativa em torno de uma possível apresentação do cantor. A data e os detalhes desse evento, porém, precisam ser confirmados oficialmente pela organização.
A proposta, segundo a entrevista, é continuar investindo em atrações que aproximem o público e fortaleçam a programação musical do espaço.

Dez anos de música, trabalho e identidade suburbana
A comemoração de uma década representa mais do que uma data no calendário. Para os responsáveis pelo Pagode da Feira, é a oportunidade de olhar para o início modesto e reconhecer o caminho percorrido até a chegada de grandes artistas.
Na entrevista ao Deu a Hora, os sócios ressaltaram o valor do trabalho coletivo e a ligação com o público. A história do projeto mostra como uma roda criada entre amigos pode se transformar em um encontro musical de grande alcance sem perder a referência de suas origens.
A celebração dos dez anos marca, assim, um novo capítulo para o Pagode da Feira, que nasceu em Piedade, encontrou seu espaço no Engenhão e segue construindo sua história na cultura do samba e do pagode carioca.
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