Home / Saúde / Refrigerante zero ajuda a controlar o peso? Estudo com mais de 143 mil adultos aponta vantagens na substituição do açúcar

Refrigerante zero ajuda a controlar o peso? Estudo com mais de 143 mil adultos aponta vantagens na substituição do açúcar

Pesquisa acompanhou participantes por quase três décadas e identificou menor ganho de peso entre pessoas que trocaram bebidas açucaradas por versões sem açúcar ou água.

O refrigerante zero costuma dividir opiniões quando o assunto é emagrecimento. Enquanto algumas pessoas consideram a bebida uma alternativa para reduzir o consumo de açúcar, outras questionam se os adoçantes realmente ajudam no controle do peso. Um estudo publicado em 2026 no The American Journal of Clinical Nutrition traz novos dados para essa discussão.

A pesquisa analisou informações de 143.409 adultos norte-americanos, acompanhados por uma média de 28 anos. Os pesquisadores avaliaram a relação entre o consumo de bebidas adoçadas artificialmente, bebidas açucaradas e água com as mudanças de peso e do índice de massa corporal (IMC) ao longo do tempo.

Trocar o refrigerante comum pelo zero faz diferença?

Os resultados indicaram que substituir bebidas açucaradas por versões com adoçantes ou por água esteve associado a um menor ganho de peso ao longo dos anos.

Na análise, a substituição de três porções semanais de bebidas açucaradas por bebidas com adoçantes foi associada a cerca de 1,39 kg a menos de ganho de peso nos períodos avaliados. Uma associação semelhante foi observada quando as bebidas açucaradas foram substituídas por água.

Isso não significa que uma pessoa perderá automaticamente esse peso ao começar a beber refrigerante zero. Os números representam diferenças observadas entre os padrões de consumo analisados, e não uma promessa de emagrecimento individual.

Por que a versão zero pode ajudar?

A principal diferença está nas calorias. Refrigerantes tradicionais contêm açúcar, que contribui para a ingestão diária de energia. Já as versões zero geralmente utilizam adoçantes para manter o sabor doce com poucas ou nenhuma caloria.

Na prática, imagine alguém que toma refrigerante comum todos os dias e decide substituí-lo pela versão zero. Essa troca pode reduzir a quantidade de calorias consumidas, principalmente se a pessoa não compensar essa diferença com outros alimentos ou bebidas.

Esse efeito pode ser útil para quem busca controlar o peso, especialmente quando o consumo de bebidas açucaradas é frequente.

Então, refrigerante zero é saudável?

Não necessariamente. O estudo não demonstrou que refrigerantes zero sejam melhores para a saúde em todos os aspectos, nem que devam substituir a água na rotina.

A pesquisa foi observacional: os cientistas acompanharam hábitos e mudanças de peso, mas não determinaram que o consumo dessas bebidas, sozinho, tenha causado os resultados. Outros fatores relacionados à alimentação e ao estilo de vida também podem influenciar o peso corporal.

Por isso, a conclusão mais importante não é que o refrigerante zero seja uma bebida saudável sem restrições, mas que substituir bebidas açucaradas por alternativas sem açúcar pode ser uma estratégia útil para reduzir calorias e limitar o ganho de peso ao longo do tempo.

O que levar para o dia a dia?

Para quem consome refrigerante comum com frequência, fazer a troca pela versão zero pode ser um primeiro passo para diminuir a ingestão de açúcar. Ainda assim, a água deve continuar sendo a principal bebida para hidratação.

O controle do peso depende do conjunto de hábitos: alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado e escolhas que possam ser mantidas a longo prazo.

Em resumo: entre continuar consumindo bebidas açucaradas e substituí-las por versões zero, a segunda opção pode favorecer o controle do peso. Mas, quando possível, trocar por água também é uma escolha eficaz — e não é necessário transformar o refrigerante zero em protagonista da alimentação.

Fonte: Espinosa A, Pacheco LS, Wan Y, et al. Artificially sweetened beverages and weight change: findings from 3 prospective cohort studies of United States adults. The American Journal of Clinical Nutrition. 2026;123(5):101261. DOI: 10.1016/j.ajcnut.2026.101261.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *